Dona Dalva Xodó é doutora honoris causa


Neta da africana Vicência Xodó, negociante de garoupa em Feira de Santana e comidas em frente à igreja de N. S. do Remédio, na Recuada, em Cachoeira, e irmã da Boa Morte, prima do conhecido brincante da festa de N. Senhora d’Ajuda, o carteiro Jorge Freitas, conhecido como Jorge da Arara, Dona Dalva Damiana de Freitas, ou simplesmente Dalva (de Vicência) Xodó nasceu, cresceu e vive intensamente até hoje no ambiente cultural popular Cachoeirano, principalmente no ambiente cultural afrorreligioso.

 Essa mulher de 84 anos de idade, lúcida e cheia de vigor, preservou o samba-de-roda  inventada pelas crioulas (filhas de africanos) endinheiradas, que originaria o samba das escolas de samba carioca, o samba (das mulheres) do Partido Alto. Por esses e outros motivos Dona Dalva do Samba recebeu ontem (22) em cerimônia belíssima, o título de doutora honoris causa outorgado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

 A indicação do nome de Dona Dalva foi feita pelo etnomusicólogo francês Xavier Vatin, professor do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da UFRB, e foi defendida pelo historiador cachoeirano Cacau Nascimento. A cerimônia de outorga do título de doutora é o primeiro concedido pela UFRB e acontecerá festivamente no dia 23 de novembro na reitoria da UFRB, em Cruz das Almas.


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