171 mesmo!

E a biblioteca Ernesto Simões Filho?


O programa "O Jabá", que vai ao ar diariamente pela 171 Parceira FM, mexeu numa ferida social que já estava quase cicatrizada. Entre outras coisas paumandada pelo troncudo, ou pela locutora do programa jabático "Anorexia", também levado ao ar pela 171 Paceira FM, o locutor nervoso referiu à biblioteca Ernesto Simões Filho, de Cachoeira.
A referida biblioteca foi instalada pela Faculdade de Educação da UFBa, na década de 1980, no Solar Estrela, na Rua Ana Nery, 1. O edifício pertencia à Igreja Católica. Com a entronização do padre Hélio César Leal Vilas-Boas como vigário de Cachoeira, este solicitou judicialmente o edifício para instalar, em vez da permanência da biblioteca, o restaurante Rabuni e, no pavimento superior, o seu escritório sacerdotal. A Justiça deu ganho de causa à Igreja, e a biblioteca mudou de endereço.
Foi para a fortaleza dos Adorno, no Largo d'Ajuda. Mais tarde, a biblioteca mudou novamente de endereço: foi para o edifício da fábrica de charutos Pook, na Rua 13 de Maio. Na administração do desgoverno Tato a biblio foi novamente deslocada, agora para a cafua do prédio do antigo juiz dos órfãos de Cachoeira, na rua Ana Nery, 2, onde permanece até hoje. FOI NESSA TRANSFERÊNCIAZINHA QUE QUASE 10 MIL LIVROS SUMIRAM, ESCAFEDERAM, TOMOU DORIL.
Quem sabe quem foi, ou quem são os ladrões de livros da biblioteca Ernesto simões Filho (isso o programa "O Jabá" oculta) foram aqueles servidores de primeiro escalão do prefeito Tato, e Rocha, o diretor aposentado do estabelecimento, sabe e nomeia um por um.
A biblioteca Ernesto Simões Filho reunia uma coleção preciosa de livros sobre literatura francesa, alemã, russa, italiana, brasileira e portuguesa; coleção espetacular de dicionários temáticos, enciclopédia, além de outras especialidades. Se estiver na estante de algum artista cachoeira, esse terá um acervo precioso; se foi vendido para alguma livraria sebo, o vendedor ganhou uma bolada. O fato é que a biblioteca de Cachoeira foi pilhada e os ladrões são amigos e colaboradores de prefeito Tato. Provas materiais existem.

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