Efeito dominó

 
 
JORGINHO RAMOS disse...

Cara Andreza:
Não sei o que lhe passa pela cabeça ao desafiar-me a postar texto denegrindo quem quer que seja. Talvez por não me conhecer, é que me seja lançado tal repto. Se nunca denegri quem quer que seja (a nível pessoal ou profissional), não o faria apenas por ser "desafiado". Entenda: QUIS APENAS ESCLARECER UM EQUÍVOCO SEU, ao negar que Sílio Bocannera Jr. tenha existido no tempo de Augusto Motta. Não só existia como escrevia no jornal O Guarany. Vou provar no meu blog(www.vapordecachoeira.blogspot.com). Você foi emocional, e sem base nem fundamento, falou bobagaem, levantou uma polêmica, que só é sadia pelos esclarecimentos que ela pode trazer. Quanto ao Guarany de hoje, digo o seguinte: é louvável que ele exista,assim como outros e outros jornais e blogs. Posso gostar ou não da linha editorial de algum deles, mas jamais vou denegrir quem quer seja (pessoas ou instituições). Sobre isso , reitero a máxima de Voltaire, que citei em meu discurso na Câmara : NÃO CONCORDO COM UMA SÓ PALAVRA DO QUE DIZES, MAS DEFENDO ATÉ A MORTE O VOSSO DIREITO DE DIZE-LA.
O professor Pedro Borges e as pessoas que fazem o Guarany merecem de mim todo o respeito.
Não confunda eu ter esclarecido a respeito de Sílio Bocannera Jr. com engajamento em qualquer outra opinião, contrária ou a favor, de quem quer que seja. O objetivo único foi contribuir para trazer luz ao debate e para ajudar as pessoas (inclusive você...) a conhecerem um pouco melhor a história de Cachoeira.

Jorginho Ramos

 -x-
ROBSON MOTTA DO VAL disse...

 Senhoras e Senhores,

Com vossa licença, gostaria de fazer algumas observações sobre a contenda que foi estabelecida sobre o jornal "O Guarany". Não me manifestaria se não tivesse sido citado como descendente direto do fundador do primeiro "O Garany", Augusto Motta. Na verdade a nossa tradição familiar no jornalismo remonta a 1850, quando o pai de Augusto, fundou "O Progresso", que circulou durante vinte e cinco anos nessa cidade. Os dois periódicos tinham como principais bandeiras o interesse público e os avanços na área do conhecimento, tudo que pudesse estar realacionado com a melhoria das condições de vida da população de Cachoeira, independente de posição política, religiosa ou qualquer outro critério que revelasse alguma sombra de sectarismo. Aqui estou eu, 170 anos depois, seguindo a tradição familiar. Relendo as páginas estragadas dos exemplares antigos do referido jornal, muito por causa das condições de armazenamento do inclassificável arquivivo público de Cachoeira, ou ainda manuseando as poucas edições que me foram legadas por herança familiar, percebo sim muitas limitações. Limitações de uma época em que o acesso às atmosferas elevadas do conhecimento da lingua era ainda mais restrito, de um tempo em que os recursos gráficos eram parcos, e as edições eram compostas letra por letra, com capricho idealismo e dedicação. Não percebo, no entanto, o que muito me envaidece, limitações com relação à dignidade do editor, referências a disputazinhas mesquinhas do "poderzinho" público municipal, características de quem quer parecer melhor aos olhos de pseudo líderes políticos, que se locupletam das vantagens do cargo, e nem percebem o tamanho verdadeiro da tarefa que lhes foi conferida. Essa retidão dos meus avós é o meu legado e é disso que eu vivo. Por isso valorizo muito o trabalho dos meu amigos cachoeiranos que reviram o passado para trazer a tona essas lições. Um assunto que eu tenho certeza que interessaria aos meus avós se já fosse notícia na época, é o avanço da ciência no campo da genética. O DNA explica e ainda vai explicar muito mais sobre os mistérios da narureza humana. Parece paradóxo, mas a história, que revira o passado, e a genética, ciência futurista, ainda vão aprontar muito juntas. Se transportarmos metaforicamente o exemplo do DNA para decidir qual o melhor dos "Guaranys", o de ontem ou o de hoje, talvez cheguemos à conclusão de que a comparação é impossível. Os dois não são a mesma coisa... tempo diferente, cabeças diferentes, DNA diferente. Um nome é só um nome.Quantos "Diários", "Tribunas", "Correios" existem pelo país, sem que ninguém tente compará-los. Certa vez fui procurado pelo editor do novo "O Guarany" que me falou muito respeitosamente sobre o projeto. Recebi como uma homenagem a idéia de usar o nome do jornal da nossa família no novo periódico, e por essa homenagem sou grato. O velho "O Guarany", no entanto, não pode nem deve responder pelo que é publicado no atual, e a respeito disso não faz sentido a existência de dúvidas.
Por mais que seja publicado a esse respeito neste espaço, me reservo o direito de encerrar aqui a minha participação, mesmo porque, movida não foi por mágoa ou ofensa que possa ter sofrido a memória dos meus antepassados, e sim para funcionar como uma nota de esclarecimento, no velho estilo "Augusto Motta", sem interesses mesquinhos ou birras gratuitas de gente menorzinha. Aqui só estive, como disse no começo, porque fui citado, e em memória dos meus avós que tanto me enchem de orgulho. Espero não tê-los envergonhado em seus respectivos túmulos com o que escrevi aqui, afinal de contas, e agora me permitam a falta de modéstia, se depender do DNA, "O Guarany" sou eu (estou falando do antigo rsrs)
Abraços a todos e espero que chegeuem a bom termo. Cachoeira merece.
Robson Motta do Val

Comentários

  1. Anônimo20:05

    Viuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Toma aí ô! Pau na moleira!

    ResponderExcluir
  2. Arnaldo sampaio22:19

    Me emociona ler o seu texto e saber que você é história viva;os seus antepassados honraram esta cidade e nós hoje,aos trancos e barrancos queremso honrar a memória deles, com um jornalismo,sério ,verdaeiro,coletivo e ético.Cacau está tentando fazer isso,apesar da dura perseguição,de quem nada fez!

    ResponderExcluir
  3. Caro Robson Motta do Val,
    O seu comentário é sereno, expressa respeito pelas pessoas, referência muito forte em sua linhagem ascendente e descendente.Agora, o que Cacau Nascimento se propõe é denegrir a imagem do Guarany atual buscando fundamentar-se no Guarany do seu bisavô, saudoso jornalista Augusto Motta, cuja memória, o Prof. Pedro Borges,editor-chefe do Guarany atual, tanto preza e refere-se com destacado apreço, conforme você mesmo se reportou quando esteve com ele.Cacau Nascimento tenta conspirar teia de desonra contra o Guarany dos dias de hoje, desesperadamente, com expressões chulas,do seu submundo vernacular, todos os valores que redigem o Jornal O Guarany atual, como o saudoso escritor cachoeirano Francisco José de Mello, o saudoso Prof. Walfrido Morais, o historiador Prof. ândersen Figueiredo, a Profa. Zenaide Gomes, a colunista social, os acadêmicos do curso de Jornalismo da UFRB, como Paloma Braga, Renato Luz, Diego Almeida, Tárcio Mota,o Prof. Roque Sena,a jornalista Acácia Portella, Crispim Quirino, editor da Coluna Poética, além dos seus editores, o Prof. Pedro Borges e Luciano Borges. Há nisso tudo manifesta imprudência, ausência de equilíbrio para a manifestação do raciocinio crítico. Busca na manifestação de incautos como Raimundo Cerqueira e outros igualmente incautos do seu segmento de pensadores anárquicos, busca impor silêncio a única voz de expressão do jornalismo impresso na Cidade Heróica e Monumento Nacional, tamanha a agressividade das referências.
    Jeffrey Mattos
    E-mail:matos.71@bol.com.br

    ResponderExcluir

Postar um comentário