FILHAS, NETAS E SOBRINHAS
SUBSTITUTAS DAS IRMÃS FUNDADORAS
DA IRMANDADE DA BOA MORTE

Um dos critérios de admissão de irmãs da Boa Morte que ainda sobrevive é que a pretendente seja adepta do candomblé e consagrada a uma divindade relacionada com o nascimento (Oxalá, Iemanjá, Oxum, Nanã) e/ou com a morte (Obaluaiyê, Ogum, Iansã, e também Nanã). Outro critério é que a noviça seja indicada por uma irmã antiga, preferencialmente parentes biológicos (filhas, netas, sobrinhas) ou simbólicos (filha de santo, afilhada). As 39 irmãs da Boa Morte abaixo relacionadas pertenceram à geração de 1920, ou seja, sucederam as irmãs fundadoras. Aqui estão relacionadas as filhas, sobrinhas, netas, afilhadas e filhas de santo das fundadoras da Irmandade da Boa Morte. Eram elas:
Sátira (na década de 1970 residia na rua Comendador Albino. Era cega), Maria Caroxa, Juliana Brechó, (irmã de Zé de Brechó, falecida em 1940 com 100 anos de idade), Eudóxia Machado (tia de Mestre Machado, residia na Rua da Matriz, era de São Gonçalo), Maria Nenen (iyalorixá, residia na Rua do Carmo), Sinhá Abalha (iyalorixá da Roça de Ventura), Apolinária, Damiana, Maria Ágda da Conceição (iyalorixá, residia na rua do Sabão, madrinha de Gaiaku Luísa), Zina, Constância Grande, Elmira Zoião, Maria do Carmo, Maria Mílton, Mariana, Epifânia Motta (iyalorixá, residia no Curiachito, parenta de Maria Motta, mãe de Zé de Brechó), Vicência Xodó (avó de Dalva Xodó do samba de roda Suerdieck), Bizú (residia no Monte), Mitina, Maria Moreira, Júlia Amílcar, Flora, Isadora, Rosalina, Laudelina, Maria Amélia, Miúda do Fato (mãe de Ioiô da venda), Francisca, Edwirgens (Gamo de Oxum da Roça de Ventura, residia na casa vizinha à Casa Estrela), Francelina, Justiniana, Caetana, Santinha (filha de Julia Gomes, fundadora da Boa Morte), Tutuzinha (irmã de Santinha), Ambrosina, Maria Adeodata de Jesus (residia na Praça do Remédio, na antiga residência da família de Zé de Brechó).


Fotografias: À esquerda, D. vicência Xodó, avó de Dona Dalva Damiana de Freitas, antiga residência da família de Zé de Brechó. À direita, procissão da Boa Moerte nos anos 1970, e feição atual da residência da família de Zé de Brechó.

Comentários

  1. Linda postagem!
    Muito bem pesquisada e organizada com fotos históricas. Um importante registro da memória da Irmandade, disposto via intenet, para as gerações futuras.
    Parabéns! Adorei o blog!
    Ifabimi.

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