AS BORDOADAS DE LULA

Ainda em resposta ao proselitismo do excelentíssimo na inauguração do campi da UFRB, o presidente Lula deu duas bordoadas, dois catiripapos muito legais, que, espero, sirvam de recado para evitar outras malcriações. O presidente usou uma imagem metafórica do filho que reclama da qualidade da comida servida à mesa, sem levar em consideração o esforço da mãe que a elaborou, as queimaduras que sofreu na beira do fogão, etc.
Ele se referiu àqueles prefeitos free rider, os que se beneficiam dos investimentos federais feitos nos seus municípios e que, malcriados e mal agradecidos reclamam e se aliam à turma que faz oposição burra, que deseja o retrocesso no modelo que ACM impôs por década na Bahia e que agora tem como seu pretenso sucessor o traído Geddel Vieira Lima.
A outra bordoada foi sobre a preservação e conservação dos bens públicos. Luis Inácio Lula da Silva disse, excelentíssimo, que se nós cuidássemos de nossas coisas; se quando um bem que possuímos aparecesse um furo e logo tapássemos esse furo para não transformar num rombo, não precisaríamos refazer tudo de novo. Ele disse que se nós preservássemos, não gasteriamos em manutenções caras, geralmente superfaturadas.
Enquanto o presidente Lula discursava, meus pensamentos se voltavam para o prédio do Cine-Teatro Cachoeirano. Para o prédio, não, para os escombros. Pensei que se os excelentíssimos não tivessem sacaneado com Lu de Salu, principalmente o atual excelentíssimo, o Cine–Teatro não estaria na condição que ora se encontra. Se a gente agisse como Lula falou, nossos bens estariam preservados, seriam equipamentos conservados e utilizados de forma produtiva pela sociedade local.
Sei que o que Lula falou entrou num ouvido e saiu no outro ouvido dos cupins de Cachoeira. Eles não entenderam nada e, se entenderam, o leitor verá que, com o único propósito de contrariar, ofender e sacanear, há agora, em frente da igreja de Nossa Senhora d’Ajuda e ao lado da janela do gabinete do excelentíssimo, coletores de lixo presos no poste por correntes, cheios de detritos orgânicos exalando odores fétidos. Os vitrais que protegem refletores de luz subterrâneos da capela estão quebrados perversamente, além de outras ações de vândalos. Durante o dia, carros estacionam no referido Largo à sombra do alpendre do templo, numa atitude desrespeitosa e de descuido com os bens patrimoniais.
O excelwentíssimo não entendeu o discurso de Lula, tampouco a maioria dos edis. Os nove são no máximo dois. O resto são ganhadores de aposta cuja função é meramente clientelista, projetistas de calçamento de ruas. Nenhuma política cultural, nenhum projeto de preservação de bens públicos tramita na Casa de Camara, Relação e Cadeia. Algo no gênero foi o Festival de Música (hahahahahaha) do edil-sobrinho. Uma merda.

Comentários

  1. Rapaz, eu realmente estou impressionado com a sua produção textual, principalmente em relação à quantidade...
    Isso demonstra claramente que você não tem nada o que fazer da vida (que diga o bar do Curiaxito).
    Que deveria utilizar seu tempo para ajudar a nossa cidade da forma que ela merece. E que seu "ócio criativo" seja utilizado de forma melhor, por exemplo, dando aulas em instituições não-governamentais que trabalham com jovens. A fim de formar pessoas que conheçam melhor a história de nossa cidade, já que isso é o que você pode fazer de melhor...
    "Calma Cacau...."

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  2. Agora eu quero ver se você realmente é democrático como prega aos quatro ventos, quatro blogs e quatro bares...
    Já que colocou restrição para as postagens, quero ver se a minha opinião será respeitada e se você não é um hipócrita e falso moralista.
    "Calma Cacau.."

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